domingo, 16 de janeiro de 2011

Caminhoneiro morre carbonizado em acidente - JVA Online

Equipe resgatou o corpo numa altura de 28 metros. Carreta pegou fogo após queda em precipício

AKRSRaN0caminhao_na_ribanceiraERAM TRÊS HORAS da madrugada quando o motorista perdeu o controle da carreta, na altura de Antônio Dias

ANTÔNIO DIAS – O caminhoneiro Jair David Figueiredo, 60, foi outro a morrer na BR-381, na madrugada desta sexta-feira (14), após perder o controle da carreta que dirigia e cair de uma ponte numa ribanceira de aproximadamente 28 metros, na altura de Antônio Dias. O acidente aconteceu por volta das 3h, no quilômetro 312,7, na Ponte Engenheiro Antônio Mascarenhas, mais conhecida como ponte da ‘Prainha’. Ao descer a ribanceira, o caminhão de placa HBG-1172, da cidade de Sete Lagoas, ainda pegou fogo. Como o corpo de Jair ficou preso nas ferragens, ele acabou morrendo carbonizado.

De acordo com relatos de testemunhas, os buracos existentes na cabeceira da ponte podem ter contribuído para o acidente, além da chuva forte que caía no momento. Ainda segundo um conhecido de Jair, que passou no local logo após o acidente, ele tinha acabado de carregar a carreta com escória siderúrgica moída na empresa Camargo Corrêa, e seguia sentido a Belo Horizonte. Ao derrapar na pista, o veículo ainda arrancou o guarda-mão da ponte antes de despencar na ribanceira. O caminhoneiro possui outro veículo de transporte de carga em seu nome e há vários anos trabalhava no ramo, além de já estar acostumado com o percurso.

RAPEL EM RESGATE

Os rastros de derrapagem que ficaram na pista demonstram que a perda de controle ocorreu justamente sobre uma antiga ponte situada pouco antes do viaduto da Prainha. De acordo com boletim do Corpo de Bombeiros, a queda da carreta foi em um local de difícil acesso, o que complicou ainda mais o resgate. Nem mesmo helicópteros conseguiram chegar ao local e os trabalhos de resgate tiveram que ser feitos utilizando rapel.

A equipe de resgate voluntária do Grupo de Atendimento Voluntário de Emergência de Nova Era (Gave) foi a primeira a chegar ao local. Foram eles que acionaram o Corpo de Bombeiros de Coronel Fabriciano, mobilizando a equipe do sargento Corrêa e do soldado Santana. A equipe voluntária foi quem combateu as chamas que tomaram todo o veículo.

A perícia no local foi realizada pelo perito Luiz Carlos Reis. O corpo foi transportado para o IML de Ipatinga. Todavia, até as 16h30 desta sexta, o corpo ainda não havia sido necropsiado por falta de documentos. A família só foi localizada no final da tarde. O veículo, que teve danos generalizados, ficou à disposição dos patrulheiros rodoviários.

Morador das proximidades, Geraldo Magela de Paula, de 47 anos, disse já ter testemunhado diversos acidentes no local. “Um problema simples de ser resolvido, que seria tampar os buracos na cabeceira da ponte, está causando tantas tragédias”, lamentou.

O buraco a que Magela se referiu fica no sentido Timóteo/Belo Horizonte, próximo à ponte nova feita depois do viaduto velho. “Quando os motoristas terminam de fazer a curva, tem uma descida e não dá tempo de sair do buraco. Por isso, eles acabam caindo na ribanceira. Na última semana, eu perdi dois pneus aqui. Eu vinha atrás de uma carreta, que acabou tampando a minha visão de onde estava o buraco, e dois pneus acabaram estourando. Quando parei para ver o estrago, me deparei com outros três veículos que tinham acabado de sofrer o mesmo problema. Fiquei bastante chateado por não ter feito uma denúncia no dia em que perdi meus pneus, porque talvez a vida deste senhor pudesse ter sido salva”, contou.

Ainda segundo Geraldo, o local ainda sofre com deficiência de sinalizações. “Também é preciso sinalizar mais a cabeceira destas duas pontes, visto que elas estão muito próximas”, alertou.

Ainda segundo ele, apenas no último sábado (8), outro morador das proximidades teve que socorrer oito motoristas que também tiveram seus veículos danificados com os buracos na pista.

No exato momento em que a reportagem do jornal VALE DO AÇO esteve no local, ao passar pelos buracos, um veiculo Gol perdeu uma de suas calotas, ficando prensada em uma das árvores na ribanceira.

Fonte: JVA Online

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