sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Agora, parece que vai!

Chamada Geral

As três novelas ainda estão longe do capítulo final, mas, ao que tudo indica, as obras que melhor representam o complexo de inferioridade dos mineiros poderão finalmente acontecer. Durante sua passagem por Belo Horizonte, ontem, a presidenta Dilma Rousseff anunciou licitação de dois trechos da duplicação da BR-381 ainda neste ano, início da revitalização do Anel Rodoviário, mesmo sem o "indispensável" projeto executivo, mais a costura de um acordo com o Governo do Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte para que nosso metrô possa, finalmente, deixar de ser famoso como aquele "que liga o nada ao lugar nenhum".

O colega Ilton Ferreira, da Rádio Congonhas, e eu entrevistamos a presidente da sala de recepção do CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, na Pampulha, entre o momento que ela desceu do Boeing presidencial e a tomada de um helicóptero que a levou a Jeceaba, para a inauguração de um complexo siderúrgico focado na construção de tubos de aço. Bem humorada, a presidente assegurou que a queda da taxa de juros, decidida na véspera pelo Copom, é algo dentro da normalidade, de acordo com as oscilações do mercado internacional, e reafirmou que o governo federal não pode absorver os custos com a possível aprovação da Emenda 29 - mais recursos para a saúde - sem a definição de onde virão os recursos.

Quando indagada sobre possível aumento de impostos, divagou, lembrando que sua preferência é pela redução, mas advertindo que, "quem disser que vai melhorar um sistema universal e gratuito como o nosso, sem gastar muito dinheiro é demagogo, está mentindo". Com relação à repactuação da dívida dos Estados - Minas paga perto de R$ 4 bilhões todo ano - a presidenta prometeu estudo, sob alegação de que a situação do mundo mudou e o acordo entre a União e os entes federados pode mudar também.

Mas, bom mesmo, foi saber que os dois primeiros lotes de duplicação da 381 (exatamente no trecho mais perigoso entre Belo Horizonte e João Monlevade) serão licitados ainda esse ano e que ela, Dilma, abrirá uma única exceção em sua decisão de não fazer obras sem projeto executivo - é para o nosso Anel Rodoviário, onde 28 pessoas já morreram esse ano. Tomara que essas obras saiam do papel e que nosso metrô deixe de ser discurso preferido em época de eleição... Ela, a presidenta, assegura que a hora do metrô está chegando.

Fonte: Hoje em Dia

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